Abaixo este patrulhamento ideológico atrasado

https://i0.wp.com/blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/files/2014/05/AE.jpgAviso: este artigo não contém nenhuma informação útil à respeito do processo de imigração para o Canadá. É um desabafo pessoal sobre o clima político envenenado no Brasil do ponto de vista de quem assiste isto de fora.

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Atualidades do Québec

Com as recentes mudanças no processo de imigração, muitas pessoas que ainda estão no processo estão vivenciando sentimentos que vão desde ansiedade (“Será que agora o  meu processo vai?”) até a desolação (“Não acredito que mudaram o processo agora que eu já estava pronto para submeter!”).

Há cinco anos atrás, quando eu estava bem no comecinho do processo, me diziam “Imigrar não é para qualquer um, a seleção começa no momento que você começa a aprender o idioma e não termina até que você esteja totalmente integrado à sociedade quebequense.”.

Cinco anos e muitos revezes depois, continuo persistindo. Para acalmar um pouco os nervos (e de quebra, ficar por dentro das atualidades do Québec e praticar o francês), que tal algumas reportagens selecionadas sobre atualidades do Québec?

Jean Charest, primeiro-ministro do Québec, apresenta o Plan Nord

Jean Charest, primeiro-ministro do Québec, apresenta o Plan Nord

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A vida fora do Brasil

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Muitas pessoas me perguntam quando digo que desejo emigrar se estou fazendo isso para ganhar mais dinheiro ou enriquecer. Sempre respondo que se alguém tem a intenção de viver fora do país com essa finalidade, está cometendo um grave erro.

Por outro lado, é importante saber que mais do que a mudança geográfica, emigrar exige uma mudança de mentalidade. Poderia escrever um texto longo a respeito, mas encontrei um texto que expressa bem o que eu sinto a respeito.

Festival Internacional de Jazz de Montreal

Boa leitura.

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Política de Imigração Canadense: uma discussão honesta

A maior qualidade e o maior defeito do blog enquanto mídia para exprimir opiniões é que os autores tem um grau de liberdade muito maior do que o permitido pelos jornais e revistas. Hoje, eu vou aproveitar essa liberdade para emitir falar sobre um tema que surgiu há cerca de um mês nas comunidades de emigrantes: a mudança da política de emigração canadense.

Entretanto, antes de começar, eu gostaria de deixar claro que o artigo é apenas o começo: qualquer um que discorde ou que tenha algo a acrescentar é livre para comentar e assim chegar a uma avaliação mais precisa sobre o impacto desta nova política.

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Amigos Ausentes e Oficinas Culturais

Esse artigo começa com uma homenagem para todos os amigos que estão partindo agora no final de maio/começo de junho (aposto que a maioria estava só esperando o final de Lost para terem certeza de que não iam cair na Ilha). Terça, dia 25, meus amigos da École Québec, Davi e Luciana, viajaram e eu tive a honra de estar junto com a família e amigos na despedida. Amanhã, é dia de outra amiga, Marcia, pegar o avião. E assim, pouco a pouco, todos os amigos que fiz durante o processo vão seguindo os seus caminhos, enquanto eu me preparo também para emigrar.

Para que esse artigo curto não fique apenas como homenagem à pessoas que provavelmente a maioria dos leitores não conhece, segue uma dica para quem vai ficar ainda um tempo por aqui, como eu: o SENAC está oferecendo oficinas gratuitas para jovens e adultos sobre o idioma e a cultura do Québec. É necessário ter conhecimento da língua francesa, e as oficinas estão disponíveis tanto no SESC Consolação quanto no SESC Santo André. Dica do colega Octávio.

Eu tenho um lugar no Québec (você também)

Bom, antes de mais nada, gostaria de pedir desculpas se o artigo anterior foi um balde de água fria nas expectativas de todos que estão no meio do processo de emigração, mas acredito que é sempre necessário uma boa dose de ceticismo antes de empreender uma mudança tão grande na vida quanto a decisão de emigrar. Como dizem: espere pelo melhor, mas se prepare para o pior.

De qualquer forma, esse vai ser um artigo mais leve dessa vez. Recebi do Escritório de Emigração de Québec o link para o site da nova campanha “Você tem um lugar no Québec”. Nós, como bons brasileiros, estamos habituados a desconfiar de tudo e de todos (“Se a esmola é muita…”) e a campanha parece muito perfeita para não ser golpe. O que eu posso dizer é que eu julgo que os testemunhos são críveis e realistas, e todo o resto do site é honesto, ainda que seja um pouco parcial.

Sim, o Québec tem um lugar para você. Mas não é um lugar que vai estar esperando, com o seu nome escrito nele. É um lugar pelo qual você vai ter que batalhar. O mais correto seria então dizer “No Québec você faz o seu lugar.”. É um lugar fantástico repleto de oportunidades, recomeços e segundas chances.

1000 acessos e maracujá

Saudações a todos!

Depois de um período sem postar regularmente, eu vou tentar voltar a publicar regularmente. As aulas na Aliança Francesa estão quase acabando e o curso de inglês deve acabar em breve também. Daí poderei dar a atenção que esse espaço merece.

De qualquer forma, gostaria de agradecer a todos que tem me acompanhado e, vejam só, o blog acabou de passar de 1000 acessos na página. Estou me sentindo lisonjeado pela atenção e apoio de todos.

Mudando de assunto um pouco, gostaria de comentar à respeito do clima que estou sentindo na comunidade brasileira de futuros imigrantes, principalmente com aqueles que estão com o CSQ na mão e estão esperando pelos exames médicos.

The_Scream

Eu entendo perfeitamente o que cada um está sentindo: estou na mesma fase e a minha espera pela entrevista foi particularmente longa e tensa (além disso, só o nome do blog já mostra o quanto me solidarizo com vocês). Entretanto, o período entre a obtenção do CSQ e o visto deveria ser encarado com mais serenidade: não é mais questão de “Será que eu vou?” e sim “Quando é que eu vou?”. É tempo de curtir a família, os amigos, de afiar o francês e o inglês e de juntar os últimos tostões para levar. Levar em conta que há pessoas que você não reencontrará nos próximos anos, parentes idosos que você possivelmente não verá mais em vida, que o idioma necessário para a entrevista é só uma fração do que você precisará ao desembarcar e que é possível que você passe vários meses sem encontrar trabalho (especialmente porque a crise econômica tardou mas afetou severamente a economia quebequense: acompanhe pelo índice Jobboom aqui).

Em outras palavras: deixem de enxergar esse período de transição como uma tortura e passem a encará-lo como a tomada de fôlego necessária antes de um longo mergulho.

Um grande abraço a todos.